← Tratamentos
CHICOVERY

Complicações de implantes mamários e silicone

Em casos de rutura, gel bleed, siliconoma, problemas capsulares, migração ou sintomas complexos após implantes, pode ser necessário um percurso especializado de diagnóstico e reconstrução. O objetivo é identificar e tratar danos anatómicos, não oferecer uma «desintoxicação de silicone» sem evidência.

Estado da evidência: Cirurgia especializada e diagnóstico

Qual é o problema médico?

Em caso de rutura ou fuga, o silicone pode migrar localmente ou para os gânglios linfáticos. As doentes podem desenvolver dor, contractura capsular, edema, siliconomas, assimetria ou sintomas sistémicos. Perante edema tardio ou seroma, deve também ser excluído BIA-ALCL.

Que possibilidades estão a ser avaliadas?

  • RM mamária e ecografia dirigida
  • mapeamento da migração de silicone
  • biópsia dirigida ou anatomia patológica quando necessário
  • remoção do implante
  • capsulectomia seletiva ou total consoante a indicação
  • remoção/capsulectomia assistida por robô em casos complexos muito selecionados
  • excisão de siliconomas
  • reconstrução sem implante com retalho DIEP ou outra técnica autóloga
  • enxerto de gordura como opção reconstrutiva

Como pode ser estruturado um percurso?

Primeiro determina-se onde se encontra o material e quais sintomas podem ser explicados anatomicamente. Depois é elaborado um plano cirúrgico tão abrangente quanto necessário, mas não automaticamente máximo. A reconstrução e o seguimento europeu após explantação são organizados antecipadamente.

O que sabemos sobre a eficácia?

Perante rutura comprovada do implante e complicações sintomáticas, a explantação e o tratamento dirigido são cirurgia convencional. Uma capsulectomia total ou «en bloc» não é automaticamente melhor e pode acrescentar riscos. A reconstrução autóloga, por exemplo com retalho DIEP, é uma técnica estabelecida. Não existe base médica comprovada para tratamentos gerais de «detox de silicone».

Critérios importantes de seleção

Edema tardio, massa, seroma ou gânglios aumentados exigem avaliação oncológica. Cirurgia extensa na região torácica pode causar hemorragia, lesão nervosa e tecidular e requer equipas reconstrutivas experientes.

Seleção médica antes da viagem

As possibilidades descritas não constituem garantia de tratamento. A disponibilidade e adequação dependem do diagnóstico, indicação, nível de evidência, riscos individuais e avaliação pela equipa médica responsável. Os cuidados experimentais são identificados claramente como tal.

Gostaria de saber se um percurso pode ser clinicamente adequado?

Um percurso de tratamento começa sempre pela avaliação do diagnóstico, historial, tratamentos anteriores, medicação, riscos e objetivo terapêutico concreto.

Iniciar avaliação médica